segunda-feira, 19 de novembro de 2012
"Vivo sempre um pouco distante de tudo que parece certo, na linha, correto.
Vivo o meu. O meu eu, a minha alma, o meu espírito. Coisas que elevam-se.
Sei que esses, são fortes o suficiente
para suportar, carregar, alimentar, consumir e libertar sonhos.
Para simplesmente suportar essa vida árdua, confusa,
complexada, dificilmente indecifrável, só que por diversas vezes,
prazerosa, culposa, martirizada de desejos ocultos.
Acredito que tempo não existe, que a minha mente é o meu chão firme,
é o meu Deus monopólio, e quando o tempo literalmente for nada,
quando a vida deixar de padronizar a si mesma, eu vou voltar.
Voltar pro tempo que não existe, pro tempo em que só se vive,
em função de viver, e não a mercê de pelo tempo viver.
Eu posso uma coisa: ir e vir na hora que eu quiser... Não me acostumei a ficar em um lugar só, e quer saber? Isso é cansativo.
Aqui, acolá, por aí... Eu vou e volto, sem culpas, sem promessas, sem dívidas a pagar.
Estou aqui e ao mesmo momento posso não estar,
quisera ser eu a escolher toda hora onde a vida vai me levar."
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
I don't know why...
"De longe eu pude enxergar o aconchego,
o conforto, o abrigo...
De longe eu pude enxergar aquele coração.
Que estava longe, tão, mas tão longe,
o conforto, o abrigo...
De longe eu pude enxergar aquele coração.
Que estava longe, tão, mas tão longe,
distante... Longe de todos os planos,
de todos os sonhos...
Dos planos de um futuro que pode ou
não estar tão próximo,
e do sonho de poder ver as estrelas
juntinhos, na beira do mar dessa
nossa terra...
Meus pés não estão no chão.
Ando sonhando acordada,
e, olha, me falta o fôlego.
Entre um suspiro e outro
eu vou vivendo...
Tão rápido, tão cedo,
mas eu preciso da garantia de
que aquelas palavras eram
verdadeiras, que aquele sorriso
naquele momento me pertenceu,
e foi apenas meu, e de mais ninguém...
Que por um segundo eu pudesse me sentir
importante ao teu lado, segura, tua.
Que a tua mão me livrasse de todos os medos
que encontraremos à frente...
E que nossos pés caminhassem juntos,
independente de qual fosse o caminho escolhido.
Não seria melhor se errássemos juntos,
de todos os sonhos...
Dos planos de um futuro que pode ou
não estar tão próximo,
e do sonho de poder ver as estrelas
juntinhos, na beira do mar dessa
nossa terra...
Meus pés não estão no chão.
Ando sonhando acordada,
e, olha, me falta o fôlego.
Entre um suspiro e outro
eu vou vivendo...
Tão rápido, tão cedo,
mas eu preciso da garantia de
que aquelas palavras eram
verdadeiras, que aquele sorriso
naquele momento me pertenceu,
e foi apenas meu, e de mais ninguém...
Que por um segundo eu pudesse me sentir
importante ao teu lado, segura, tua.
Que a tua mão me livrasse de todos os medos
que encontraremos à frente...
E que nossos pés caminhassem juntos,
independente de qual fosse o caminho escolhido.
Não seria melhor se errássemos juntos,
e juntos tentássemos corrigir os erros?
Não seria melhor eu ficar do teu lado,
te apoiando nas árduas e difíceis decisões da vida?
Eu só quero te ver maior. E de preferência, ao meu lado.
Te ver longe assim só machuca, e quer saber?
Machuca mesmo.
Eu não sei quando foi que as coisas começaram
a tomar esta proporção, mas eu só quero te fazer
um pedido agora... Não solta da minha mão.
Me sinto tão só e por mais que eu tenha todo
mundo agora, eu só quero segurar a tua mão."
Não seria melhor eu ficar do teu lado,
te apoiando nas árduas e difíceis decisões da vida?
Eu só quero te ver maior. E de preferência, ao meu lado.
Te ver longe assim só machuca, e quer saber?
Machuca mesmo.
Eu não sei quando foi que as coisas começaram
a tomar esta proporção, mas eu só quero te fazer
um pedido agora... Não solta da minha mão.
Me sinto tão só e por mais que eu tenha todo
mundo agora, eu só quero segurar a tua mão."
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
11/08/2012, 21h51min
Perdida, na contramão
da solidão, lá vou eu..
Pés descalços, sapatos
nas mãos, maquiagem borrada..
Lá vou eu.
De encontro ao medo,
lá vou eu,
tentando superar todas as mágoas,
cicatrizar todas as feridas,
e recomeçar.
Primeiro entorpeço-me de calma,
após uma turbulência sentimental...
Mas encontro-me perdida em sonhos,
onde nada do que se imagina é real.
Se real fosse, seria da vida acostumar?
Acostumar com as despedidas,
com os desencontros, e com os reencontros.
Mas as vezes me encontro assim,
por acaso, ao acaso, num descaso..
O orgulho dilacerado,
o coração estraçalhado,
e a vida nem se fala...
E a vida nem se diz.
Calada, continua seguido.
Até onde ela quiser.
Quem sou eu na vida?
Sou os pés, as mãos e os olhos.
Os pés que caminham firme,
sem medo.
As mãos que alcançam o que parece
ser impossível..
E os olhos de quem enxerga o amor.
Só o amor.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Compasso torto
"Quisera eu, nesse torto compasso,
poder chegar lá, neste passo...
Quisera... Quisera poder tudo.
Mas poder tudo é não se aventurar...
Prefiro poder quase tudo, ou nem a metade...
Prefiro ainda imaginar que existe algo além
do mar, de onde o sol toca, de onde vejo uma linha...
A linha do horizonte distante, talvez,
quisera eu saber, sei lá,
a vida anda muito devagar,
a vida que desata os nós...
E nós, a sós, com a tv ligada,
a sala parece uma sauna,
e o amor dá uma desenfreada..
É, de olhos fechados eu pude ver
chegar, mas não estranhe não, amor,
tenho olhos no coração também,
e quisera eu nesse compasso torto,
almejar um barco além,
de onde estou, do que sou,
de velejar, mundo à fora,
com você...
Comigo. Conosco.
E pode velejar torto, eu não me importo,
mas vamos fazer do nosso amor um amuleto,
e guardar dentro de nós: corpos onde o compasso é torto,
balança, cai, mas não derruba o amor,
não congela os sonhos e só faz viver,
cada dia mais, como se fosse morrer,
mas eu prometo, amor, não vou deixar
nosso barco desaguar."
poder chegar lá, neste passo...
Quisera... Quisera poder tudo.
Mas poder tudo é não se aventurar...
Prefiro poder quase tudo, ou nem a metade...
Prefiro ainda imaginar que existe algo além
do mar, de onde o sol toca, de onde vejo uma linha...
A linha do horizonte distante, talvez,
quisera eu saber, sei lá,
a vida anda muito devagar,
a vida que desata os nós...
E nós, a sós, com a tv ligada,
a sala parece uma sauna,
e o amor dá uma desenfreada..
É, de olhos fechados eu pude ver
chegar, mas não estranhe não, amor,
tenho olhos no coração também,
e quisera eu nesse compasso torto,
almejar um barco além,
de onde estou, do que sou,
de velejar, mundo à fora,
com você...
Comigo. Conosco.
E pode velejar torto, eu não me importo,
mas vamos fazer do nosso amor um amuleto,
e guardar dentro de nós: corpos onde o compasso é torto,
balança, cai, mas não derruba o amor,
não congela os sonhos e só faz viver,
cada dia mais, como se fosse morrer,
mas eu prometo, amor, não vou deixar
nosso barco desaguar."
Cedo
"Corre de encontro ao tempo,
eu vi nascer, mais uma vez,
o que há muito tempo se fez sol,
lua, amor, luz,
o que a muito tempo parecia
conduzir os olhos além,
além do imaginável...
Mas alguém bateu a porta do destino.
Alguém que já era de casa,
e não precisava pedir licença para entrar.
Chegou alguém, correu contra o tempo,
não foi só um contratempo,
mas eu fui caminhar...
Buscar resposta no sol,
que aquece a alma e conduz
aos caminhos de luz,
onde a serenidade é eterna...
E quando o sol se pôr
eu sei que terei um lindo luar,
e ao meu lado, o passado presente,
do futuro que está por vir,
enlaçando-me em um abraço,
que pude sentir como se fosse no primeiro:
a gente nunca sabe quando o amor é passageiro."
eu vi nascer, mais uma vez,
o que há muito tempo se fez sol,
lua, amor, luz,
o que a muito tempo parecia
conduzir os olhos além,
além do imaginável...
Mas alguém bateu a porta do destino.
Alguém que já era de casa,
e não precisava pedir licença para entrar.
Chegou alguém, correu contra o tempo,
não foi só um contratempo,
mas eu fui caminhar...
Buscar resposta no sol,
que aquece a alma e conduz
aos caminhos de luz,
onde a serenidade é eterna...
E quando o sol se pôr
eu sei que terei um lindo luar,
e ao meu lado, o passado presente,
do futuro que está por vir,
enlaçando-me em um abraço,
que pude sentir como se fosse no primeiro:
a gente nunca sabe quando o amor é passageiro."
sábado, 13 de outubro de 2012
"Encanto teu,
suave encanto teu...
Vagando pelos meus olhos,
pintando meu sorriso,
como se fosse o sol...
Encanto teu,
de longe eu vi,
era só teu,
e se teu não fosse,
não haveria de pertecer
a ninguém mais;
eu pensei em tanto faz,
em ser um encanto qualquer,
mas era encanto teu,
encanto de Romeu,
não era encanto meu,
de Julieta apaixonada,
que tropeçava na escada,
ao correr depressa
para vê-lo da sacada.
Romeu,
com esse encanto teu,
meu sorriso não é só meu,
tem um pouco aqui que é teu,
um pouco muito, ou um pouco de muito.
Tem um pouco aqui,
que não dá para medir,
não dá para descrever,
quase não dá para comparar...
Tem um pouco de amor aqui,
Romeu...
E só para tentar comparar,
ele é tão grande e tão forte
quanto as ondas do mar."
suave encanto teu...
Vagando pelos meus olhos,
pintando meu sorriso,
como se fosse o sol...
Encanto teu,
de longe eu vi,
era só teu,
e se teu não fosse,
não haveria de pertecer
a ninguém mais;
eu pensei em tanto faz,
em ser um encanto qualquer,
mas era encanto teu,
encanto de Romeu,
não era encanto meu,
de Julieta apaixonada,
que tropeçava na escada,
ao correr depressa
para vê-lo da sacada.
Romeu,
com esse encanto teu,
meu sorriso não é só meu,
tem um pouco aqui que é teu,
um pouco muito, ou um pouco de muito.
Tem um pouco aqui,
que não dá para medir,
não dá para descrever,
quase não dá para comparar...
Tem um pouco de amor aqui,
Romeu...
E só para tentar comparar,
ele é tão grande e tão forte
quanto as ondas do mar."
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